Forquilhinha
Localizada no sul de Santa Catarina, Forquilhinha integra a Região Metropolitana Carbonífera. Segundo o levantamento mais recente do IBGE em 2022, o município conta com uma população estimada em 31.431 habitantes.[3]
A cidade carrega uma forte herança cultural deixada pelos imigrantes alemães que se estabeleceram na região durante o século XX. Essa influência é tão marcante que, hoje, Forquilhinha é carinhosamente apelidada como "a cidade mais alemã do Sul de Santa Catarina".[6]
História
A trajetória de Forquilhinha começou com imigrantes alemães da região do Mosela, que desembarcaram originalmente no antigo Porto do Desterro, atual Florianópolis. Por volta de 1870, os descendentes desses colonos deixaram as margens do Rio Cubatão para buscar novas oportunidades em São Martinho. No final do século XIX, atraídos pela fama de fertilidade das planícies do Araranguá, um grupo liderado por nomes como João José Back, Henrique e Germano Berkenbrock, Germano Boeing e Felipe Arns decidiu explorar a área. Eles abriram caminho pela mata densa até alcançarem as margens do Rio Mãe Luzia, local onde a cidade floresceria. Naquela época, a sobrevivência dependia da caça, da pesca e de roças de subsistência, já que o isolamento impedia o comércio.
O desenvolvimento ganhou novo fôlego em 1912 com a chegada de Gabriel Arns e, logo em seguida, das famílias de Geraldo Westrup e João José Back. Westrup adquiriu terras que já abrigavam uma pequena capela, mantendo-a como ponto de encontro religioso para os moradores. Foi sob a liderança de Gabriel Arns que a comunidade se organizou para erguer as primeiras bases institucionais: uma escola e uma igreja.
A educação formal começou em 1915, sob a regência do professor Jacob Arns. Nos anos seguintes, o fluxo migratório aumentou com a chegada de famílias como Junkes, Eyng, Preis, Hoepers e Steiner. A vida comunitária se consolidou com a conclusão da igreja em 1920 e, mais tarde, em 1935, com o apoio das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, que assumiram a gestão da escola e de um internato.
Embora a base inicial fosse germânica, Forquilhinha cresceu através de um mosaico étnico que incluiu italianos, portugueses, japoneses e poloneses. O progresso levou o povoado à categoria de distrito de Criciúma em 1959. Finalmente, em 26 de abril de 1989, o município conquistou sua emancipação política, sendo oficialmente instalado no primeiro dia de 1990.
Famílias Germânicas Pioneiras[7]
Durante a primeira metade do século XX, Forquilhinha consolidou-se como o lar de diversas linhagens de origem alemã. Entre os sobrenomes que ajudaram a construir os alicerces da colônia, destacam-se famílias como Arns, Backes, Back, Beckhaüser, Berkenbrok, Boeing, Borget, Eyng, Fritzen, Heerdt, Hobold, Horr, Hoepers, Junkes, Kammer, Kestering, Külkamp, Kurtz, Loch, Michels, Nuernberg, Preis, Steiner, Tiscoski, Wamrling, Westrup, Ricken, Schneider e Sehnem.
Com o passar das décadas, essa composição social tornou-se ainda mais diversa, acolhendo descendentes de luso-brasileiros, italianos, poloneses e afrodescendentes, que juntos moldaram a identidade plural da cidade atual.
Economia
A força econômica de Forquilhinha é diversificada, sustentada por pilares que vão desde a extração mineral até um parque industrial variado, que abrange os setores metal-mecânico, químico, têxtil e de calçados. No campo, o município se destaca como o maior produtor de arroz de toda a Região Sul do Brasil. Essa produção agrícola é marcada pelo uso intensivo de tecnologia e alta produtividade, integrando-se também à piscicultura, com a criação de peixes em granjas de arroz. No setor da agroindústria, a presença da unidade da JBS é um dos grandes motores locais, realizando o abate médio de 150 mil aves diariamente. Além disso, o segmento metalúrgico está em plena expansão, contando atualmente com dezesseis indústrias de pequeno e médio porte em atividade.
A história do carvão também desempenhou um papel crucial no desenvolvimento regional. Durante a década de 1970, a extração mineral vivia seu apogeu, com onze mineradoras operando na região carbonífera e empregando mais de 12 mil pessoas. Embora esse número tenha se reduzido para cerca de 5 mil trabalhadores na virada do século XXI, a atividade deixou marcas profundas na economia local. No território de Forquilhinha, as operações ficaram a cargo de empresas como a Carbonífera Criciúma, a Cooperminas e a Mineração Caravággio.[8]
Política
A vida política em Forquilhinha é marcada por um cenário vibrante e competitivo. As disputas para a prefeitura costumam ser decididas voto a voto, refletindo o engajamento da população. Além disso, o Legislativo local apresenta um dinamismo notável, com taxas significativas de renovação na Câmara de Vereadores a cada novo ciclo eleitoral.
Desde que conquistou sua autonomia política, o município foi gerido por diferentes lideranças que acompanharam o crescimento da região:
- 1990 – 1992: Vanderlei Luiz Ricken (PMDB), com o vice Nelson Da Soler.[9]
- 1993 – 1996: Nelson Da Soler (PMDB), tendo Valberto Arns como vice.[9]
- 1997 – 2000: Vanderlei Luiz Ricken (PDT) retornou ao cargo ao lado de Paulo Hoepers.[9]
- 2001 – 2004: Paulo Hoepers (PPB) assumiu a prefeitura com Valberto Arns na vice-presidência.[9]
- 2005 – 2008: Paulo Hoepers (PP) foi reeleito, desta vez com José Cláudio Gonçalves.[9]
- 2009 – 2012: Vanderlei Alexandre (PP) governou junto a Félix Hobold.[9]
- 2013 – 2016: Vanderlei Alexandre (PP) seguiu no cargo com o vice José Ricardo Junkes.[9]
- 2017 – 2019: Dimas Kammer (PP) liderou o executivo com Félix Hobold.[9]
- 2020 – 2024: José Cláudio Gonçalves (PSD) e seu vice Valcir Antonio Matias.[9]
Para o período de 2025 a 2029, a continuidade administrativa foi garantida com a eleição de José Cláudio Gonçalves (PSD) e do vice Érico D'Amorim.[10]
A atual bancada da Câmara de Vereadores é composta por Edio D'Amorim, Cristian Novack, Felipe Dordete, Ivone Minatto, Grasi Cravo, Claudio Eyng, Laísa Figueredo, Célio Elias e José Nardi.[11] Na história do legislativo municipal, vale destacar o papel feminino: Ivone Minatto fez história ao ser a primeira mulher eleita vereadora (2001-2004),[12] seguida anos depois por Marilda Casagrande, a segunda mulher a ocupar uma cadeira na casa, no mandato de 2020 a 2024.[13]
Geografia
Situada às margens do Rio Mãe Luzia, na planície do sul catarinense, Forquilhinha integra a região da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera). A cidade está localizada a cerca de 212 quilômetros de Florianópolis e faz divisa com Nova Veneza e Criciúma ao norte, Maracajá ao sul, Criciúma a leste e Meleiro a oeste. Um marco importante da infraestrutura local é o Aeroporto Diomício Freitas, que em 2013 chegou a registrar uma movimentação de quase 70 mil passageiros.
Geograficamente, o município encontra-se a uma altitude de 42 metros, sob as coordenadas de latitude 28º44'51" sul e longitude 49º28'20" oeste.
A organização urbana da cidade é composta por diversos bairros e localidades, incluindo o Centro, Santa Ana, Santa Isabel, Santa Terezinha, Faxinal, Santa Rosa, Santa Cruz, Santa Libera, São Pedro, São Jorge, São Gabriel, Passo de São Roque, Taquara, Barra Da Sanga, Sanga do Café, Sanga Do Engenho, Sanga Do Coqueiro, Linha Eyng, Linha Westrup, Linha São José, Clarissas, Vila Lourdes, Vila Franca, Vila Feltrin, Cidade Alta, Ouro Negro, Nova York e Saturno.[14]
Vias urbanas
O esqueleto urbano de Forquilhinha é sustentado por quatro vias principais. A mais emblemática é a Avenida 25 de Julho, que corta o coração da cidade, abrigando o centro comercial e os prédios administrativos. Sua história remete ao trabalho de Apolinário Tiscoski, antigo superintendente distrital que idealizou a Praça dos Imigrantes Alemães e urbanizou a avenida. O nome da via é uma homenagem direta à data que celebra a colonização alemã no Brasil.[15][16][17]
Outra artéria fundamental é a Rodovia Gabriel Arns (SC-108). Além de ser uma das maiores extensões asfálticas do município, ela conecta Forquilhinha a Criciúma e atravessa seis bairros diferentes. Seu nome é um tributo a um dos pioneiros na fundação da colônia local, sendo essencial para a mobilidade e integração regional.[18][19]
A Rodovia Jacob Westrup (SC-446) cumpre o papel de ligar o centro ao município de Maracajá, ao sul. Com pouco mais de 8 quilômetros, sua pavimentação definitiva em 2019 foi um marco histórico, aguardado por três décadas. Essa via é vital para o escoamento da produção de arroz e serve como um acesso estratégico à BR-101.[20][21]
Por fim, a Rodovia Antônio Valmor Canela dá continuidade à SC-108 após a travessia do Rio Mãe Luzia, cruzando bairros populosos em direção a Meleiro, fechando o sistema de integração rodoviária da cidade.[22]
Origem do nome
O nome da cidade possui uma origem curiosa e geográfica: nasce do encontro dos rios São Bento e Mãe Luzia, cujo desenho lembra o formato de uma forca.[23] Como já existia uma localidade chamada "Forquilha" no ponto onde o rio Mãe Luzia deságua no rio Araranguá, a população adotou um segundo diminutivo para diferenciar o novo assentamento, batizando-o como Forquilhinha.[24]
Clima
De acordo com a classificação de Köppen-Geiger, o clima em Forquilhinha é definido como subtropical úmido. Na prática, isso significa que a cidade possui estações do ano bem marcadas: os verões costumam ser bastante quentes, enquanto os invernos são rigorosos. Além disso, não é raro o registro ocasional de geadas e episódios de granizo durante os meses mais frios.
Ordens Religiosas
Ao longo de sua história, Forquilhinha contou com o apoio fundamental de quatro ordens religiosas que deixaram marcas profundas no desenvolvimento social, educacional e espiritual da comunidade.
Irmãs Escolares de Nossa Senhora[25]
Em 12 de outubro de 1935, a colônia recebeu as primeiras cinco integrantes da ordem das Pobres Irmãs Escolares, vindas da Alemanha Oriental (região que hoje pertence à Polônia). Desde o desembarque, elas assumiram o protagonismo no ensino e no auxílio espiritual da população.
Nos primeiros cinco anos, as irmãs viveram na residência de Adolfo Back até que o Colégio oficial fosse concluído em 1940, em um terreno doado por João José Back. O complexo cresceu com o tempo, ganhando uma capela e um noviciado. Entre as pioneiras que vieram da Europa para fortalecer a missão educativa em Forquilhinha, destacam-se nomes como as Irmãs Norberta, Hilda, Teófora, Achiléia, Orthilde, Gonçalva, Rafaela, Beredina e Frumênica.
Irmãs Clarissas[26]
A chegada das Clarissas à cidade ocorreu devido à necessidade de expansão do mosteiro da Guanabara, no Rio de Janeiro. A pedido da abadessa carioca e com o apoio de Dom Anselmo Pietrulla, então Bispo de Tubarão, Forquilhinha foi o local escolhido para a nova fundação.
O terreno foi doado pelo então prefeito de Criciúma, Arlindo Junkes, filho da terra, e a construção contou com o esforço conjunto do povo e do Frei Rodrigo Vilbois. Em 22 de outubro de 1964, oito irmãs vindas da Gávea chegaram à cidade. Após uma curta estadia provisória, no dia 21 de junho de 1965, elas se mudaram definitivamente para o novo mosteiro em uma solene procissão que mobilizou toda a comunidade local.
Franciscanos
A Paróquia de Forquilhinha foi oficialmente estabelecida em 11 de dezembro de 1940, sob os cuidados da Ordem dos Franciscanos e tendo Frei Marcelo Baumeister como seu primeiro vigário.[27] A presença dos frades da Província Franciscana da Imaculada Conceição perdurou por 81 anos, sendo um pilar central da vida religiosa até que a Paróquia Sagrado Coração de Jesus fosse transferida para a gestão da Diocese de Criciúma.[28]
Diocesanos
Com a saída dos franciscanos, a assistência religiosa passou a ser de responsabilidade dos padres diocesanos. Os primeiros a assumir essa nova fase foram o Padre Pedro Paulo Custódio, acompanhado pelos padres Jiovani Manique Barreto e Samuel Colombo Pirola, que anteriormente atuavam na paróquia de Urussanga.[29]
Festividades
Heimatfest - A Festa das Origens[30]
A Heimatfest é um dos eventos mais expressivos do Sul de Santa Catarina, ocupando um lugar de destaque no calendário das festas de outubro do estado. Embora tenha raízes germânicas, a celebração vai muito além, resgatando e valorizando a rica herança cultural deixada por alemães, italianos, poloneses, portugueses, japoneses e afrodescendentes que construíram a história local. Realizada a cada dois anos, a festa transforma o cotidiano de Forquilhinha em um grande mosaico étnico, onde turistas e moradores se encontram para celebrar tradições, gastronomia típica e um acervo histórico preservado com orgulho pela população.
Festa do Colono[31]
Como maior produtora de arroz em área de Santa Catarina, Forquilhinha celebra sua força agrícola na Festa do Colono. O evento é uma vitrine para a produção local — que inclui soja, milho, pitaya e uma forte agroindústria de aves e peixes — e oferece uma programação variada, com exposições de animais, maquinários e os tradicionais "jogos coloniais". Entre apresentações artísticas e gastronomia farta, o ponto alto da festividade são os desfiles: no sábado, os tratores dominam as ruas e, no domingo, é a vez dos caminhões, simbolizando o motor da economia da região.
Osterbaum[31]
Durante o período pascal, a cidade se transforma com a Osterbaum, ou "Árvore da Páscoa". Essa tradição secular, que consiste em decorar galhos secos com cascas de ovos coloridas, simboliza a vida que renasce. Em Forquilhinha, o costume é mantido vivo tanto nos lares quanto nos espaços públicos. O grande destaque fica na Praça dos Imigrantes Alemães, onde é montada uma árvore monumental ornamentada com mais de 15 mil ovinhos pintados, tornando-se o principal cartão-postal da cidade durante a celebração.
Stammtisch[32]
O Stammtisch é a celebração da amizade em sua forma mais pura. O termo, que remete aos encontros em torno de uma mesa cativa na Alemanha, foi abraçado por Forquilhinha como um evento oficial de seu calendário cultural. Realizado em outubro na Praça dos Imigrantes Alemães, o encontro reúne grupos de amigos, famílias e associações que montam suas próprias estruturas para comer, beber e conversar ao ar livre. É um momento de descontração e confraternização que reforça os laços comunitários da cidade.
Frühlingsfest (Comemoração extinta)[33]
Nos primeiros anos após sua emancipação, o município promoveu a Frühlingsfest, conhecida como a "Festa das Flores". Com apenas três edições realizadas (1991, 1998 e 1999), a festividade serviu como um embrião para o que viria a ser a atual Heimatfest, tendo sido reestruturada para abranger de forma mais ampla as diversas origens étnicas de Forquilhinha.
Futebol
A história do futebol em Forquilhinha remonta ao período em que a localidade ainda era um distrito de Criciúma. Sob a liderança de Fidélis Back, um grupo de entusiastas do esporte passou a se reunir no início de 1949, utilizando o segundo andar da alfaiataria de Ricardo Steiner, no centro, como ponto de encontro. Em 12 de março daquele ano, foi oficializada a fundação do Ideal Esporte Clube. Entre os sócios fundadores que assinaram a primeira ata estavam nomes como Alfredo Arns, Aloísio Eyng, Antônio Westrup, Apolinário Tiscoski, Dionísio Nuernberg, Max José Arns e Ricardo Arns, entre outros pioneiros da comunidade.[34]
O projeto foi abraçado pelas famílias locais e, com o rápido crescimento do número de associados, o clube transferiu sua sede para as dependências da Sociedade União Colonial S.A. Naquela fase inicial, o foco não era o acúmulo de patrimônio, mas o fortalecimento do espírito comunitário e a consolidação do Ideal como um centro esportivo e cultural. A expansão física começou a ganhar corpo em maio de 1960, quando a diretoria, então presidida por Dionísio Nuernberg, anunciou a compra de uma área de 14.000 m² destinada à construção de um novo campo de futebol, além de lotes urbanos adjacentes.[34]
Em 1967, já sob a presidência de Ary Osvaldo da Silveira, o clube deu um passo decisivo com a construção de sua sede própria em alvenaria, na Avenida 25 de Julho. Outro momento marcante foi a inauguração do Ginásio de Esportes Professor Adolfo Back, em março de 1987, obra que contou com o engajamento dos sócios e o apoio do governo estadual e da prefeitura de Criciúma. Nos anos 90, o Ideal modernizou-se ainda mais com a criação de um complexo aquático e social, incluindo piscinas, salão de festas, quiosques e quadras poliesportivas, consolidando-se como o principal ponto de lazer e esporte do município.[34]
Educação
Embora Forquilhinha ainda não possua instituições de ensino superior próprias — demanda que é atendida principalmente pela vizinha Criciúma —, a cidade conta com uma rede de ensino básico bem estruturada. O município mantém diversas creches e escolas fundamentais distribuídas pelos bairros, como as unidades Egídio de Bona (Santa Cruz), Francisco Hoepers (Santa Isabel), Gabriel Serafim (Santa Líbera), Jakob Arns (Saturno), José Aléssio (Cidade Alta) e Waldemar Casagrande (Ouro Negro).[35]
A rede estadual também marca presença importante no desenvolvimento dos jovens locais, com as escolas Natálio Vassoler, no bairro Vila Franca; Luiz Tramontin, no Santa Isabel; Ângelo Izé, na Sanga do Engenho; e Aloysius Back, localizada na Vila Lourdes.[36]
No setor privado, o destaque é o Colégio Sagrada Família, gerido pela Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora. Situado no Centro, o colégio carrega o título de primeiro educandário da região. Sua história começou em 1915, sob o nome de "União Escolar de Forquilhinha", liderada pelos professores Adolfo Back e Jacob Arns. A partir de 1935, com a chegada de religiosas vindas da Alemanha, a instituição consolidou sua metodologia e tradição, permanecendo sob os cuidados da congregação até os dias atuais.[37][38]
Turismo
Praça do Centenário de Colonização Germânica
Inaugurada em 2012 para celebrar os 100 anos da chegada dos colonos alemães, a Praça do Centenário foi projetada para ser um espaço de convivência humanizado, integrada ao Parque Ecológico São Francisco de Assis. O local oferece uma infraestrutura completa com lago, deck para pedalinhos, chafariz, academia ao ar livre e pistas de caminhada. Um dos pontos altos é o mosaico comemorativo e as placas que homenageiam nominalmente as 30 famílias pioneiras que deram início à história de Forquilhinha, preservando o legado de sobrenomes como Arns, Back, Eyng, Hoepers, Steiner e Westrup, entre outros.
Parque Ecológico São Francisco de Assis
Forquilhinha destaca-se pela vanguarda na preservação ambiental, sendo a primeira cidade da região a implantar um parque ecológico por meio de uma cooperação técnica com o Japão. Essa parceria viabilizou uma estação de monitoramento avançada para o Rio Mãe Luzia, que mede desde o índice pluviométrico até a qualidade química da água. O parque abrange 80.000 m², dos quais 5 hectares são de Mata Atlântica preservada. Os visitantes podem desfrutar de trilhas ecológicas, horto florestal, áreas esportivas, lagos e o Restaurante Garten Haus, famoso por sua gastronomia típica alemã. No local, também se encontra um imponente monumento a São Francisco de Assis, com cerca de cinco metros de altura.
Portal Norte de Forquilhinha
Quem chega ao município pela Rodovia Gabriel Arns é recebido pelo Pórtico de Entrada, um dos cartões-postais da região. Com traços arquitetônicos que remetem às vilas alemãs, o portal reforça a identidade cultural da cidade logo no acesso norte.
Casa Mãe Helena (Pastoral da Criança)
Inaugurada em 2004 com a presença da Dra. Zilda Arns, a Casa Mãe Helena é um Centro Regional de Treinamento da Pastoral da Criança. O nome homenageia a mãe da Dra. Zilda, e o terreno foi doado pela própria família Arns. Com 1,3 mil metros quadrados, a sede conta com auditório, cozinha industrial e apartamentos, servindo como base de apoio e formação para os 25 municípios que compõem a Diocese de Criciúma.
Museu Histórico Cultural Anton Eyng
O museu ocupa uma residência histórica de 1926, que pertenceu a Anton Eyng e Anna Hoepers. O acervo começou a ser reunido na década de 1980 e reúne peças, ferramentas e objetos pessoais dos imigrantes alemães que saíram de cidades como São Martinho para fundar Forquilhinha a partir de 1912, oferecendo um mergulho autêntico na vida cotidiana dos colonizadores.[39]
Praça dos Imigrantes Alemães
Localizada no coração da cidade, esta praça foi idealizada por Apolinário Tiscoski na época em que Forquilhinha ainda era um distrito.[40] É um espaço arborizado e acolhedor, equipado com playground e áreas de lazer. Recentemente revitalizada, a praça recebeu novos quiosques comerciais, mobiliário moderno e uma casa temática que abriga o artesanato local e, em épocas festivas, transforma-se na casa do Papai Noel ou do Coelho da Páscoa.[41]
Espaço Cultural - Artesanatos
Inaugurado em 2010, este espaço com arquitetura de inspiração germânica foi criado para valorizar os talentos locais. O projeto, da arquiteta Andrea Back Barbosa, funciona como um ponto fixo para oficinas de artesanato, exposições culturais e venda de lembranças da cidade, servindo como um importante elo entre os artistas da terra e o público.[42]
Paço Municipal 26 de Abril
A sede administrativa da prefeitura é uma atração à parte. Sua arquitetura é inspirada no estilo da Floresta Negra (Schwarzwald), na Alemanha, caracterizada por telhados amplos e inclinados projetados para suportar ventos fortes e neve. O prédio, sempre ornamentado com flores, é um dos exemplos mais marcantes da estética alemã na paisagem urbana local.
Caminho Turístico HeimatWeg
O projeto HeimatWeg ("Caminho de Casa") é uma iniciativa ambiciosa iniciada em 2022 para transformar o turismo no sul catarinense. A primeira etapa revitalizou a Praça dos Colonizadores, incluiu ciclovias e a reforma da Passarela das Origens, que agora conta com um mirante para o Rio Mãe Luzia. A segunda etapa focou na mobilidade e acessibilidade no entorno do Colégio Sagrada Família e do Parque Ecológico.[43] Atualmente, o projeto avança com a criação de uma Rua Coberta na Rua João José Back, com estrutura em madeira e iluminação subterrânea, prometendo ser o novo centro de eventos e convivência da cidade.[44]
Transporte
A infraestrutura de transporte em Forquilhinha é composta por serviços rodoviários e aéreos que conectam o município à região sul catarinense. No âmbito do transporte coletivo municipal, o sistema opera de forma não integrada e não possui um terminal centralizado; a operação fica a cargo da Transportes Coletivos São Marcos Ltda., empresa que integra o grupo Expresso Coletivo Forquilhinha.
Quanto ao transporte intermunicipal, a cidade ainda não conta com um terminal rodoviário próprio. As conexões com outros municípios são realizadas principalmente pelas empresas Expresso Coletivo Forquilhinha e Empresa União de Transportes Ltda.
Outro ponto estratégico é o Aeroporto Diomício Freitas. O aeródromo desempenha um papel importante para a aviação regional e é administrado atualmente pela Infracea (Controle de Espaço Aéreo, Aeroportos e Capacitação Ltda.).
Olhando para o futuro e para a logística industrial, existem projetos para a instalação de um porto seco na divisa com Criciúma, visando otimizar a movimentação de cargas na região.[45] Além disso, a paisagem local ainda preserva pequenas estradas de ferro situadas em bairros onde a exploração de carvão mineral é mais intensa, herança direta da vocação mineira da região.
Forquilhinhenses Ilustres
- Zilda Arns Neumann – Médica pediatra e sanitarista, Zilda foi uma das maiores figuras humanitárias do Brasil. Fundadora da Pastoral da Criança, dedicou sua trajetória ao combate à mortalidade infantil e à desnutrição, salvando milhares de vidas por meio de redes de solidariedade comunitária. Sua dedicação rendeu reconhecimento internacional, interrompida apenas por sua morte trágica durante o terremoto no Haiti, em 2010.
- Dom Frei Paulo Evaristo Cardeal Arns – Arcebispo-emérito de São Paulo, tornou-se um símbolo da resistência democrática e da defesa dos direitos humanos durante a ditadura militar. À frente da Arquidiocese de São Paulo a partir de 1970, Dom Paulo foi peça-chave na proteção de perseguidos políticos e na coordenação do projeto "Brasil: Nunca Mais", que documentou as violações do regime.
- Dom Frei Leonardo Ulrich Cardeal Steiner – Cardeal e atual Arcebispo de Manaus. Sua atuação é marcada pelo forte compromisso social, especialmente na defesa dos povos indígenas e na preservação da região amazônica. Desde sua nomeação para a capital amazonense em 2019, tem sido uma voz ativa em favor da justiça social e do diálogo entre diferentes culturas.
- Dom Ângelo Ademir Mezzari – Bispo da congregação dos Rogacionistas, possui uma longa trajetória na formação teológica e na pastoral vocacional. Após atuar como bispo auxiliar em São Paulo e liderar comissões na CNBB, foi nomeado Arcebispo de Vitória pelo Papa Francisco, assumindo o posto em fevereiro de 2025.
- Volney Berkenbrock – Sacerdote franciscano, escritor e doutor em Teologia pela Universidade de Bonn. É uma referência acadêmica no estudo das religiões afro-brasileiras e um grande entusiasta do diálogo inter-religioso. Atualmente, leciona na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde continua suas pesquisas sobre a diversidade religiosa no país.
- MC Pipokinha – Cantora e influenciadora que ganhou projeção nacional no cenário do funk a partir de 2020. Criada em um ambiente familiar rigoroso em Forquilhinha, construiu uma carreira baseada em uma persona artística ousada e autêntica. Figura frequente em debates sobre liberdade de expressão e comportamento, consolidou-se como um dos nomes mais comentados do gênero na atualidade.
- Douglas dos Santos – Ex-meio-campista talentoso, conhecido pela visão de jogo privilegiada e técnica refinada. Douglas brilhou em grandes clubes do futebol brasileiro, acumulando títulos históricos como a Libertadores e o Mundial de Clubes pelo Corinthians, além da Copa do Brasil e Libertadores pelo Grêmio. Após pendurar as chuteiras em 2020, seguiu carreira como comentarista esportivo.
Referências
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- ↑https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/forquilhinha/panorama
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- ↑https://www.forquilhinha.sc.gov.br/heimatfest/pagina-8836/
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